"Liberdade não é a ausencia de compromissos, mas a capacidade de escolher sua tarefa"

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Bonequinha de Luxo



É, meninas, enquanto buscamos a origem do universo, o macho nordestino já achou o dele.

Bonjú! 


Rodin à moda nordestina

Àquela hora da manhã, a vida desmanchava-se em uma melancolia azul celeste. Meus pés seguiam o asfalto, sem pressa. Eu me esgueirava por entre alguns carros e trabalhadores da construção civil que apareciam nas esquinas. Caminhava, cabisbaixa, pensando na grama que nascia nas frestas das calçadas e nas lágrimas que eu acabara de derramar na sala da psicóloga.

De repente, quando a sola da sandália inaugurava um novo quarteirão, meus olhos encontraram um homem, logo à frente, sentado à beira de um portão. Tinha o rosto oculto pela sombra e o queixo pendendo sobre a mão esquerda, empurrando o cotovelo contra o joelho.

Imaginei que ele também havia sido contagiado pela melancolia azul. Mas o que ela lhe trazia? Estaria pensando também na grama que nascia na fresta das calçadas? Enquanto eu me aproximava, o eclipse ia-se desfazendo de sua face, libertando-a e fazendo-a girar em minha direção. O que eu veria no breve instante em que meus olhos encontrassem os dele? Lágrimas?

Então, eis que ele irrompe da imobilidade, fita-me com lascívia e, meneando a cabeça, expõe a filosofia do macho nordestino:

- Ô, saúde perfeita, mulher!




Por Katiucha de Moraes



sexta-feira, 20 de maio de 2016

Escola Pública








O pequeno príncipe Christian, com só seis anos de idade, já entrou para a história da Dinamarca. Ele é o primeiro herdeiro da Casa Real do país a estudar em uma escola pública.
Localizada na cidade de Copenhague, a instituição de ensino (pública, vale reforçar novamente) é referência em educação de qualidade na Dinamarca. E não é só por lá que isso acontece!
A princesa Ingrid-Alexandra, que é filha dos príncipes herdeiros da Noruega, Haakon e Mette-Marit, também cursa a educação primária, há mais de um ano, em uma escola pública próxima à cidade de Oslo.

Enquanto isso, no Brasil… O ensino público é opção considerada apenas por aqueles que não possuem condições de pagar pela educação. O motivo? Falta qualidade, investimento e atenção com o serviço que (vale sempre lembrar!) é um direito da população. Sabe aquela história de que os filhos dos políticos brasileiros deveriam, por lei, ser obrigados a estudar em instituições de ensino públicas para ver se, assim, os governos melhoram a qualidade do serviço? Você é contra ou favor?

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Desconheço a autoria do texto, mas achei (In)Útil...

Temer promete implementar o programa Mesóclises Para Todos



Enternecido por finalmente desfrutar da regência da Pátria, o ex-vice-presidente Michel Temer resgatou o espírito republicano de discursar na norma culta. “Outrora sob a égide do laquê paralisante / Apaziguei águas turvas sibilantes / Agora que provi a redistribuição dos louros/ Procurar-me-ão os profetas dos bons agouros”, recitou. Em seguida, com o intuito de provar que não abandonará os programas sociais, anunciou a criação do Mesóclise para Todos.

Antes que fosse interrompido por outrem, o ex-vice-presidente apresentou novas propostas: “Em vez de médicos cubanos, importarei 30 mil linguistas lusitanos especialistas em pentâmeros iâmbicos”. Logo depois, vazou um novo áudio no WhatsApp em que promete implementar os programas Minha Trova, Minha Lida e Mais Sinédoques. Para saciar a fome da base aliada, divulgou as matrizes do Bolsa Matilha.

Antes do crepúsculo, Temer apresentou Arnaldo Antunes como redator de seus discursos.

Desconheço a autoria do texto, mas achei interessante...



A política e o preconceito linguístico



A política e o preconceito linguístico
Na última semana, presenciei duas situações em que pessoas (uma delas formada em Letras) associavam a variação linguística a um "baixo nível de exigência" nas escolas. Segundo elas, na escola, principalmente a pública, os professores não ensinariam a "correta" colocação dos pronomes e seria por isso que, em nosso uso, usamos somente a próclise.
Primeiramente, acredito que todos que estiverem aqui lendo devem lembrar da professora de português na escola ensinando a próclise, a ênclise e até a mesóclise. Acredito também que todos lembram que precisaram aprender isso ou, ao menos, decorar. O fato de usarmos a próclise não quer dizer que não tenhamos estudado; pasmem: o português brasileiro é assim.
E o que isso tem a ver com nosso momento político atual? Bom, muita gente tem ódio de Dilma porque ela não falaria o "bom português": falam sobre "presidenta" e, agora, no Globo News, a jornalista foi analisar tudo o que está acontecendo e disse que o presidente em exercício "é um homem muito formal", e "usa mesóclise", deixando subentendida a comparação com Dilma.
Aceitem que a nossa língua é assim. Se não acreditam em mim, procurem o que alguns linguistas, como Marcos Bagno, falam sobre isso. O uso apenas da próclise não é único das camadas populares; todos nós falamos assim no dia-a-dia, mesmo alunos dos melhores colégios particulares do país. Só utilizamos ênclise na escrita e em situações formais. Mesóclise, então, apenas um conservador frio e calculista como Temer para utilizar em pleno 2016 em terras tupiniquins. Como disse uma vez a querida professora Suely Shibao: "língua é prestígio".

Por Alessandra Zager

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Golpe contra Dilma é, de todos, o mais violento.



Não é por improbidade, não é por ter cometido um grave crime de responsabilidade e nem mesmo por ter praticado os deslizes contábeis de que é acusada que a presidente Dilma deve ser deposta hoje por um golpe parlamentar. O que Dilma, Lula, o PT e forças da esquerda vão perder hoje é uma “guerra de facções”,  como diz o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa evocando Alexander Hamilton, um dos pais da Constituição norte-americana que gerou a figura do impeachment como remédio para anomalias extremas do presidencialismo. Adversários de sempre e aliados de ontem,  ressentidos, bandidos e oportunistas,  uniram-se numa poderosa facção majoritária no Congresso para sepultar o ciclo de governistas petistas. “O ciclo do PT tem que acabar”, já bradava Aécio Neves em 2013. 
Hamilton apontava a revanche das facções como o maior inconveniente do impeachment. E aqui está hoje o Brasil, mostrando ao mundo que sabe copiar e deformar criações alheias. Vulgarizamos a criação americana, aplicando-a, em duas décadas, a dois dos quatro presidentes eleitos depois da ditadura. Lá, onde foi criado, o impeachment foi brandido contra presidentes como chicote de censura mas nunca foi aplicado.
A facção agora formada reuniu todo o arco partidário, exceto PT, PDT, PC do B e PSOL, para dar cabo dos governos petistas. Não porque estivessem realizando uma revolução de caráter classista ameaçador aos interesses das elites de sempre.  Nele entrou até o PSB, que agora resolve não entrar no Governo Temer. Mas fez o pior.  Sob Lula, com mais perfeição, tivemos governos conciliadores que,  embora mantendo castas e privilégios, olharam para a grande planície dos despossuídos, dos mais pobres e esquecidos.  “Com a ascensão dos mais humildes todos ganham. Ganha o pobre, ganha o rico, ganham as empresas”,  dizia Lula durante seu governo. Mas isso já não bastava.  Quando Dilma ganhou novamente em 2014,  ele voltou a pregar a conciliação de classes dizendo num vídeo postado no dia seguinte:  "Mais generosidade e menos preconceito vai fazer um bem imenso ao País. Se você tem preconceito, abra seu coração”. Mas naquela altura, o demônio da intolerância, o “chega de PT” já começava a dominar corações e mentes.  Já se pregava impeachment antes da segunda posse de Dilma. Erros e desacertos cometidos pelo PT foram usados como justificativa mas com a exaltação desproporcional típica dos pretextos nas declarações de guerra. A crítica e a oposição foram se transfigurando em ódio e preconceito. Ainda no governo Lula, tive o primeiro lampejo disso ao participar de um debate em que um cientista política advertia para o perigo da chegada do “governo dos plebeus”. “Eles sujam as paredes dos palácios e pisam com pés sujos nos tapetes        “, dizia o intelectual.
Antes de Lula, filho da classe trabalhadora, foi Getúlio, filho da burguesia agrária,  o outro presidente que tentou conciliar os interesses de classe, garantindo a primeira cesta de direitos aos trabalhadores,  sem nada tirar do alto da pirâmide. Muito pelo contrário, criando as condições para que florescesse no país, -   primeiro com a Revolução de 1930 e depois como ciclo industrializante aberto com sua volta em 1950 -  sobrepujando o velho coronelismo agrário, uma   burguesia urbana e industrial. Mas esta mesma elite não queria ser moderna e civilizada, e muito menos compartilhar o progresso.  Seus agentes políticos tentaram o impeachment de Getúlio em 1954 (por supostos crimes de gestão, como agora), e não conseguindo aprová-lo, desencadearam a tempestade de acusações que o levaram ao suicídio. A comoção da morte barrou o retrocesso mas ele veio dez anos depois com o golpe de 64, após o suspiro desenvolvimentista do governo JK. Goulart foi acossado, tentaram impedir sua posse, Brizola garantiu a legalidade em sua trincheira armada. Depois, dispensaram a violência institucional e partiram o golpe então clássico,  o dos quartéis, mergulhando o país na ditadura.
Dilma vem sendo acossada com um grau de violência talvez só dedicado a Getúlio. A Lula, garantiu-se a indulgência reservada a coisas passageiras. Um ex-operário que vira fenômeno político, insiste em ser presidente e um dia chega lá. E chegando, será até bom que governe por quatro anos, para dizer ao mundo que neste país dos trópicos existe uma democracia com alguma permeabilidade no acesso ao poder político. Mas não. O homem se reelege, elege a sucessora e ela consegue reeleger-se numa campanha em que a guerra de facções já estava declarada. A violência contra Dilma foi maior porque incluiu a misoginia política, o horror patriarcal ao governo de mulheres. Num estádio lotado, em plena Copa do Mundo,  a massa com a mente mandou a presidente “tomar no c”. O mesmo fez um artista de segunda categoria como Fábio Júnior num show em Nova York.
A violência foi maior contra Dilma porque na aliança das facções que moveram a guerra entrou uma mídia avassaladoramente mais poderosa do que em outros tempos, que acumulou poder durante a ditadura e o multiplicou com a revolução  tecnológica. E até os governistas petistas ajudaram nesta obra. Nunca os meios de comunicação usaram de forma tão esmagadora seu poder contra um governante. A violência contra Dilma foi maior porque transcorreu numa fase de putrefação do sistema político, levando as disputas para um Judiciário, que ao  invés de arbitrar, homologou o linchamento. E antes, permitiu que a Operação Lava Jato, promessa de “limpeza completa” na orgia entre políticos, empresários e tetas do Estado, se transformasse em instrumento político da facção caçadora, arrancando delações, selecionando vazamentos, atropelando garantias.
Foi mais desavergonhada a violência do golpe contra Dilma porque perpetrada neste tempo em que os políticos perderam completamente a vergonha e aquele verniz que costumamos chamar de caráter. Nunca um governante foi tão sordidamente traído por aqueles que se lambuzaram com o poder compartilhado, pelos que adularam para morder e sugar, antes de trair.  Ao ponto de um ministro deixar o cargo e correr para o plenário da Câmara para votar a favor do impeachment naquela assembleia vergonhosa da noite de 17 de abril. O emblema da traição, na História, será a sigla PMDB.
Foi sob a batuta de Eduardo Cunha,  autorizados por Michel Temer e tangidos pelo PMDB,  que ressentidos, bandidos e oportunistas uniram-se ao longo do processo e naquela noite para acertar contas com Dilma. Ela certamente não lhes dava tapinhas nas costas nem com eles trocava piadas. Tentou governar de modo litúrgico, embora entregando-lhes  cada vez maiores nacos de poder. Mas eles precisavam encerrar o ciclo petista e defenestrar a mulher que ousou chegar à Presidência e, no cargo, os olhou de frente, com aquela altivez insuportável, dizendo sempre o que pensava.
Por que não a acusaram de outros crimes, por que não tentaram fazer o impeachment com base nas revelações da Lava Jato, onde o PT e os partidos com quem dividiu o poder conquistado em 2002 boiaram na mesma lama? A pergunta foi feita recentemente por Joaquim Barbosa numa postagem em rede social. “Descubra você mesmo “, dizia ele. Eduardo Cunha, ao aceitar o pedido de impeachment, excluiu acusações que poderiam arrastar boa parte dos caçadores. Acolheu apenas as duas acusações por crimes pelos quais apenas ela poderia responder: pedaladas e decretos. Se entrasse, por exemplo, a compra de Pasadena, outros agentes entrariam na roda. Inclusive do PMDB.  E assim, recortando acusações,  torcendo leis, distorcendo fatos, destroncando princípios constitucionais e garantias, escreveu-se a trama que hoje terá seu penúltimo e mais dramático capítulo, o do afastamento do cargo.
Será mais violento o golpe contra Dilma porque foi construído com sofisticação, revestido de legalidade, de constitucionalidade, num agônico rito legitimado pelo STF. Porque envolvido neste véu que pode enganar os contemporâneos mas não iludirá a História, que não tem apenas olhos de ver.
Muitos erros cometeram o PT, Lula, Dilma e aliados, contribuindo para o desenlace. Falar deles agora seria escárnio e mais crueldade.  O maior deles maior deles foi acreditar em governos de coalizão. Mas como governar num sistema que permite a Lula obter 61% dos votos e apenas 17% das cadeiras na Câmara? Com este sistema e por este caminho, que aprenda a esquerda, não adianta tentar de novo. A partida chega ao fim mas não será o Game Over.

TERESA CRUVINEL



Colunista do 247, Tereza Cruvinel é uma das mais respeitadas jornalista política 

Telhado de Vidro



Todas as pessoas cometem ERROS na vida mas, isso não significa que temos que pagar por eles pelo resto dela...

Às vezes BOAS pessoas, fazem MÁS escolhas e isso não as qualifica como MÁS PESSOAS...
Mostra apenas quão HUMANAS elas são.

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Sobre o que estão falando sobre a Nossa Presidenta na votação lá no Senado.
Estão a tratando como se ela fosse um lixo! O que é isso? Que falta de humanidade ! Estou me sentindo envergonhada! 
Somos seres humanos, não somos perfeitos! 

Aprendi com o Cel Raphael, Ex-Comandante do Colégio Militar do Rio de Janeiro, que todos nós temos "Telhado de Vidro" 

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Telhado de vidro

Todas as pessoas cometem ERROS na vida mas, isso não significa que temos que pagar por eles pelo resto dela...

Às vezes BOAS pessoas, fazem MÁS escolhas e isso não as qualifica como MÁS PESSOAS...
Mostra apenas quão HUMANAS elas são.


Tenham mais AMOR no coração ! 

Desculpa pelo desabafo!

domingo, 8 de maio de 2016

Dia das mães ...

Dia das mães me faz pensar como o conceito de familia mudou nesses ultimos cem anos. E com essas
mudanças também o conceito de maternidade. Crianças nascem de duas pessoas que não serão aquelas presentes na vida delas.
Minha homenagem hoje vai para os casais de pais adotivos heteros ou homosexuais que escolheram amar uma criança. Para os pais que são mães. O importante é amar. 
Minha homenagem para as mães sociais nos abrigos que se dedicam a crianças abandonadas e traumatizadas.
Somos mães da humanidade. O amor não pode ser exclusivo e egoista só para os seus.

Feliz Dia das Mães!💝🎀💝🎀💝🎀💝

Guarde este nome : Claudia Lins

segunda-feira, 4 de abril de 2016

DESAFIO: PASSAR 21 DIAS SEM RECLAMAR


DESAFIO: PASSAR 21 DIAS SEM RECLAMAR 



Olá amigos,

Estes dias fui em uma livraria e vendo os livros novos, encontrei um que dizia a respeito de um pastor americano que fez o seguinte desafio com seus fiéis. Pediu para que eles ficassem 21 dias sem reclamar de nada, nem de ninguém, nem de si mesmos, nem da vida, nem do passado, nem do que poderia acontecer. Acabei não comprando o livro porque já tenho mais livros do que poderei ler nos próximos anos, mas gostaria de compartilhar com vocês a ideia central dele. E se nós ficássemos 21 dias sem reclamar? A complaint free world (“Um mundo livre de reclamações”), escrito por Will Bowen. A idéia é : “Pare de reclamar e concentre-se nas coisas boas”.


PORQUE PARAR DE RECLAMAR

Reclamar pode se transformar em um vício, em um hábito pernicioso que faz com que não consigamos enxergar as coisas direito. Segundo os especialistas, reclamar vem de reclamare, do latim. O prefixo re + clamar que dizer clamar de novo, novamente, com repetição. Clamar tem os seguintes sentidos: 1.  Bradar, gritar, proferir em altas vozes, 2. Protestar, vociferar, 3. Exorar, implorar, 4. Exigir, reclamar. E porque todos estes atos e gestos podem ser ruins?

O reclamar que estamos falando aqui não é no sentido de pedir os próprios direitos – como é o caso do site Reclame Aqui – mas sim o ato inútil de ficar dizendo o que alguém deveria ter feito e não fez, o que deveria ter acontecido e não aconteceu, o que a própria pessoa deixou de fazer e não poderia ter deixado e assim por diante… em um comportamento verbal (falar) ou comportamento verbal encoberto (pensar) que não vai levar ninguém a lugar algum.

Se ouvirmos uma pessoa reclamar durante alguns minutos, ficaremos logo cansados de tanta reclamação. Mas e se olharmos para dentro e vermos que nós mesmos fazemos o tempo todo isto? Que perdemos minutos, horas, dias, semanas intermináveis reclamando?

A pergunta para saber se a reclamação vai ser útil ou inútil é bem simples: o fato de você reclamar – para si ou para outra pessoa – vai mudar alguma coisa para melhor?

Exemplo, se você vai em um restaurante e não recebe exatamente o que pediu você pode reclamar e pedir que o atendimento seja feito de forma correta. Esta reclamação vai mudar alguma coisa? Provável que sim.

Outro exemplo, reclamar do que um amigo ou amiga, do que um companheiro ou companheiro, filho ou filha, fez há 5 anos vai mudar alguma coisa? Vai fazer com o que o passado seja diferente? Vai melhorar a pessoa para quem você está reclamando? Provavelmente não.

Note que a maior parte das reclamações são do seguinte tipo. Adianta reclamar que está chovendo? Adianta reclamar dos políticos em Brasília e não lembrar em quem você votou para deputado? Adianta reclamar do que não pode ser modificado?

DESAFIO DE FICAR DIAS SEM RECLAMAR



O título deste texto diz que podemos fazer um desafio, como uma brincadeira ou jogo, no qual devemos ficar 21 dias sem reclamar. Claro que o ideal seria passar a vida à frente sem este tipo de comportamento, que como vimos, pode ser da mais completa estupidez e inutilidade. Mas podemos ser mais práticos e fazer com calma e com um passo-a-passo:

1) Comece a notar do que e de quem você reclama? É seu pai? Sua mãe? Outro parente? É do seu namorado ou namorada, esposa ou marido? Em que momentos você reclama mais? Ao tentar ficar pelo menos um dia sem reclamar você vai notar que no momento em que você reclamar você já vai perceber. Então, faça a avaliação de se é uma reclamação útil (que visa um fim e pode mudar uma situação para melhor ou se é totalmente sem sentido). Pare de reclamar por um dia.

2) Note que parando de reclamar você terá mais tempo para utilizar no que realmente importa. Em comportamentos e atitudes que dependem de você e só você. Não adianta reclamar de alguém que chega atrasado ou se algo não sai exatamente como você tinha planejado em sua cabeça… Perceba que reclamar é só um blá-blá-blá sem fim, palavras jogadas ao vento…

3) Depois de ter passado uns dias sem reclamar, você já vai conseguir notar como você se sente melhor. Assim como, ao pararmos de assistir aos jornais sanguinolentos que só falam de morte, assassinato, roubo, furto, latrocínio nos sentimos melhor, parar de reclamar também nos desliga do que é negativo, do que não está bem, do que não gostamos… É realmente um alívio, como retirar um peso das costas ou retirar um sapato apertado

4) Se você consegue ficar uns dias sem reclamar, tente expandir cada vez mais a visão sobre o que você pode e sobre o que você não pode mudar. Este texto, A Busca da Felicidade, fala sobre isto. Ao conseguirmos ver com clareza que algumas coisas simplesmente não dependem de nós para que sejam diferentes (e que também reclamar não vai mudar um centímetro), podemos direcionar nossos esforços para o que realmente tem importância.



5) Comente! Será um prazer saber o que você achou do texto!




Desafio!
21 dias sem reclamar

#21diassemreclamar

Se reclamar tem que voltar e começar do zero até conseguir ficar 21 dias sem reclamar

Cada vez que você reclamar tem que trocar a pulseira de braço.

Pode ser uma pulseirinha, qualquer, de silicone.  

Vamos tentar???





terça-feira, 22 de março de 2016

Fé na vida, fé no homem, fé no que virá...

Danielle Lins Lima Leal, minha filha,  publicou em seu Facebook :

Em tempos de terrorismo e corrupção, eu vejo minhas sobrinhas, meus afilhados, meus apadrinhados, os filhos de amigas que acabaram de nascer e ainda consigo acreditar no ser humano. Isabela cantando hoje me inspirou. Um mundo melhor para os meus bebês!

Nunca Pare de Sonhar
Gonzaguinha

Ontem um menino
Que brincava me falou
Hoje é a semente do amanhã
Para não ter medo
Que este tempo vai passar
Não se desespere, nem pare de sonhar
Nunca se entregue
Nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será...


E eu assino embaixo 
Claudia Lins Lima Leal


Fé na vida, fé no homem, fé no que virá...









terça-feira, 15 de março de 2016

Literalmente, tudo pela audiência...Mas homofobia não, porque não sou obrigada!

Após três novelas seguidas das 9 escritas por homossexuais e com vários personagens LGBT, a próxima do horário, Velho Chico, não contará com os arco-íris na trama e será escrita por um homofóbico.



Para diretor de 'Velho Chico', homofobia de autor não representa equipe

Luiz Fernando Carvalho afirma repudiar toda forma de preconceito e que foi 'momento infeliz' a declaração anti-gays de Benedito Ruy Barbosa.


O homofóbico Benedito Ruy Barbosa e o diretor de Velho Chico, Luiz Fernando Carvalho
Benedito Ruy Barbosa e Luiz Fernando Carvalho, no lançamento da novela

Luiz Fernando Carvalho, que assina a direção de Velho Chico, próxima novela das 9 da TV Globo, disse que as declarações homofóbicas de Benedito Ruy Barbosa não representam a opinião de mais ninguém da equipe da novela.

"A declaração do Benedito não corresponde ao meu pensamento nem ao pensamento de toda a minha equipe, incluindo aí os autores, Edmara e Bruno [filha e neto de Benedito] além de todo o elenco", disse o diretor ao jornal O Globo. 

"Foi um momento muito infeliz", resumiu Carvalho. "Repudio firmemente toda forma de preconceito. A novela fala de amor, inclusão e lutas por direitos de igualdade e justiça. Sinceramente, não posso entender como um escritor tão sensível possa ter chegado a este ponto."

De acordo com vários sites, a TV Globo pensou em emitir uma nota de repúdio dizendo algo parecido - que essa não é a opinião da emissora e que é a favor da inclusão -, mas o canal achou que aumentaria o burburinho em torno do assunto e prejudicaria a estreia da novela, marcada para segunda-feira 14. Errou a Globo. A emissora deveria, sim, ter se pronunciado.

Barbosa disse, na festa de lançamento da novela, segunda-feira 7, barbaridades sobre os homossexuais, como o de ter um "puta orgulho" que os homens de sua família sejam todos "machos pra cacete". Tivesse dito que sente orgulho de que eles sejam brancos, duvidamos que o canal emitiria uma nota rechaçando o racismo.

Autor do argumento e supervisor de Velho Chico, Barbosa ganhou o repúdio do deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), que o chamou de ignorante e preconceituoso, foi alvo de indiretas do autor Aguinaldo Silva e de uma campanha na internet de boicote à novela. 


Após três novelas seguidas das 9 escritas por homossexuais e com vários personagens LGBT, a próxima do horário, Velho Chico, não contará com os arco-íris na trama e será escrita por um homofóbico.

E ele continua...

Na festa de lançamento da novela no início da semana, Benedito Ruy Barbosa, explicitou sua homofobia de um jeito que constrangeu até sua filha, Edmara Barbosa, que estava ao seu lado e tentou interrompê-lo.

"Odeio história de bicha. pode existir, pode aceitar, mas não pode transformar isso em aula para as crianças. Tenho dez netos, quatro bisnetos e tenho um puta orgulho porque são tudo macho pra cacete", disse o autor ao jornal EXTRA. Edmara tentou fazer o pai calar a boca, mas ele vomitava: "Deixa eu falar, ué. É a minha opinião."

Texto tirado do Guia Gay de São Paulo