"Liberdade não é a ausencia de compromissos, mas a capacidade de escolher sua tarefa"

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Gravidez e Puerpério, nem tudo são flores...

Pós-parto: o que é o puerpério?

Período de 6 a 8 semanas pós-parto durante o qual o seu corpo sofre uma série de alterações para retornar ao estado pré-gravidez.




barriga-190.jpg

Pós-parto: o que é o puerpério?

Período de 6 a 8 semanas pós-parto durante o qual o seu corpo sofre uma série de alterações para retornar ao estado pré-gravidez.

O que é o puerpério?

O puerpério é o período que vai desde a expulsão da placenta até 6 a 8 semanas após o parto com o retorno do corpo ao seu estado normal.
Durante o puerpério, o corpo da mulher passa por profundas modificações físicas e emocionais para retornar ao estado pré-gravidez. Ao mesmo tempo que recupera lentamente do parto e das alterações ocorridas ao longo da gravidez, também precisa de se adaptar ao seu papel de mãe.
Todas estas mudanças podem ter um forte impacto no seu estado de humor e deixá-la mais sensível e vulnerável. Apoie-se nos familiares e amigos mais próximos e, sobretudo, no seu companheiro. Se se sentir demasiado triste e exausta por muitos dias, fale com o seu médico. A depressão pós-parto é uma realidade mais vulgar do que se pensa.

O que irá acontecer nas primeiras horas após o parto?

A duração de internamento na maternidade/hospital varia de acordo com o tipo de parto. Se o seu parto foi normal (eutócico) terá alta 2 dias depois, se foi necessária cesarina, (parto distócico), poderá ter alta a partir do terceiro dia.
Nas primeiras horas após o parto será incentivada a levanta-se e a manter alguma atividade. Estar ativa traz muitos benefícios:
  • Diminui o risco de fenómenos tromboembólicos;
  • Melhora o funcionamento intestinal;
  • Acelera a recuperação física;
  • Aumenta os seus níveis de bem-estar.
Durante o período de internamento, será vigiada para confirmar que o útero não contém restos de membranas ou placenta e não há hemorragias internas. No caso de cesariana, os pontos deverão ser eliminados por volta do 8º dia e os pontos da episiotomia (sutura do períneo) caem por si só ou são absorvidos pelo corpo.

O que se passa no seu corpo?

Involução do útero

Depois da expulsão da placenta, as contrações uterinas prosseguem para que o útero se mantenha firme e volte ao tamanho normal, processo que dura aproximadamente 10 dias. Para uma boa involução uterina, beba muita água e urine frequentemente.

Cólicas abdominais

Durante o período em que o seu útero regressa ao estado natural é normal sentir uma dor tipo cólica na parte inferior da barriga quando amamenta. O reflexo de sucção do seu bebé estimula a produção de ocitocina, hormona que desencadeia as contrações uterinas.

Mamas

O seu peito vai aumentado progressivamente de volume e começa a segregar colostro, o primeiro alimento do seu bebé. Por volta do terceiro dia do puerpério, inicia-se a produção de leite cuja quantidade aumenta com a estimulação produzida pelo seu bebé quando mama.
Hidrate e proteja os mamilos desde o primeiro dia: coloque colostro/leite no final das mamadas e deixe secar, mantenha-os secos e utilize um soutien adequado à amamentação.

Fluxo de sangue via vaginal (lóquios)

Os lóquios são um corrimento vaginal, semelhante a uma menstruação, constituídos por secreções uterinas e vaginais, sangue e revestimento do útero. A sua duração varia, sendo a média de 21 dias mas que se pode prolongar pelos primeiros 2 a 3 meses após o parto.
As características dos lóquios vai variando ao longo do tempo: cor de sangue nos primeiros 2 a 4 dias; mais rosadas à medida que a perda vai diminuindo; esbranquiçadas ou amareladas após 10 dias.

Incontinência urinária

Durante este período pode perder algum controlo sobre a bexiga e sentir uma vontade súbita e incontrolável de urinar. A perda involuntária de urina é situação transitória e tudo voltará ao normal cerca de 3 meses após o parto.
Para recuperar a força muscular da bexiga, volte a fazer os exercícios de Kegel assim que possível.

Funcionamento do intestino

Duas semanas após o parto, o seu intestino estará a funcionar normalmente. Se tiver dor perineal ou hemorroides é natural que tenha medo em forçar os músculos quando vai ao WC. Peça ajuda ao seu médico e faça uma dieta rica em líquidos e fibras.

Região pélvica/períneo

Se o parto implicou a necessidade de incisão na região perineal (região muscular entre a vagina e ânus) para ajudar na saída do bebé (episiotomia), é normal que sinta dor e desconforto na zona do corte.
Lave a região afetada com água tépida ou com um produto antissético, mantenha a zona seca, mude o penso sempre que for à casa de banho, evite sentar-se sobre a ferida (pode usar uma bola) e aplique compressas frias durante alguns minutos e várias vezes ao dia.

Hemorroides

As hemorroides são veias dilatadas do canal anal, internas ou externas, dolorosas e que podem sangrar ou não. Podem surgir durante a gravidez ou resultam dos esforços expulsivos durante o parto.
Aplique compressas frias durante alguns minutos, várias vezes ao dia, alterne a aplicação de água fria e água morna localmente, quando estiver sentada, utilize uma boia, vá frequentemente à casa de banho. Em caso de dor ou dificuldade em evacuar, fale com o seu médico.

Ferida cirúrgica abdominal

Se o seu bebé nasceu por cesariana, precisa de tempo para recuperar do corte abdominal. A sutura da pele normalmente cicatriza ao fim de uma semana (deverá marcar a data para remoção de pontos/agrafos da sutura no momento da alta hospitalar) e a incisão uterina mais ou menos 6 semanas.
Para favorecer a cicatrização e aliviar o desconforto, precisa de ter alguns cuidados como cuidar da sua higiene pessoal e do penso que reveste a ferida; evitar esforços; repousar o mais possível; ingerir 1,5 L de água diariamente ou usar conta abdominal.

Emoções à flor da pele

Apesar de o nascimento de um filho ser um acontecimento incomparável, os desafios são mais do que muitos. A amamentação em horário livre, as horas sem dormir, as preocupações com outros filhos e as alterações físicas e emocionais são muito exigentes.
Insónias, exaustão física, angústia, diminuição da libido, oscilação entre estados de humor de intensa felicidade e de enorme tristeza ou depressão pós parto são algumas consequências dessa exigência.

Consulta de revisão ou consulta do puerpério

Se tiver um parto normal deve fazer consulta de revisão entre a 4-6 semanas pós parto. Se for cesariana a consulta deverá ocorrer entre os 8-10 dias após a alta hospitalar.
Atualizado a 18 de janeiro de 2016
Leia também

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Igbos: Tribo Judaica na Nigéria

Igbos tribo judaica na Nigéria

Igbos tribo judaica na Nigéria

Rituais dos Igbos, grupo étnico nigeriano que se considera judeu, encantam rabinos.
A África é composta por múltiplos grupos étnicos. Entre eles, os Igbos, da Nigéria. São cerca de 30 milhões de pessoas, com uma forte crença: a de que são descendentes de judeus.

Tal crença fez com que o advogado Remy Illona pesquisasse durante anos sobre a origem de seu povo, escrevendo, inclusive, diversos livros sobre o assunto.
Igbos tribo judaica na NigériaNascido ao final da guerra civil nigeriana, a Guerra de Biafra, no final dos anos 1960, ele foi batizado como católico. A guerra foi causada pela disputa de poder na Nigéria entre dois de seus principais grupos étnicos, os Haussas e os Igbos. Estes, que eram em cerca de 8 milhões, formavam a elite do país e tentaram tomar o poder. Sofreram o contragolpe, mas conseguiram declarar sua independência na República de Biafra, o que levou a uma guerra de três anos, na qual os Igbos foram massacrados pelos Haussas.

A Guerra de Biafra deixou mais de 1 milhão de Igbos mortos e fez com que a identificação dos igbos com os judeus assumisse uma nova profundidade. Eles chamam esse episódio de “nosso próprio Holocausto”.

“Características judaicas” lhes eram atribuídas antes da guerra: eram conhecidos por ser economicamente privilegiados e politicamente fortes, sendo, inclusive, chamados pela mídia internacional de “os judeus da África Ocidental”.
Como católico, Illona não se sentia feliz. “Antes da guerra, nossa comunidade era muito mais alegre.  Estávamos perdendo a unidade étnica”.

Igbos tribo judaica na NigériaO advogado, então, decidiu provar que os igbos são judeus. Entrevistou anciões de seu povo, que alegaram ter vindo de Israel. Também entrou em contato com a Kulanu, uma organização sem fins lucrativos que fornece suporte para comunidades judaicas isoladas no estrangeiro, que o auxiliou na pesquisa.

Image: William F.S. Miles

Image: William F.S. Miles Bençãos nas crianças

Alguns antropólogos e missionários já haviam comprovado a presença de israelitas na região, que fica em uma região da Nigéria sem qualquer tipo de demarcação oficial. Entretanto, Illona, por ter nascido e crescido como um Igbo, pôde provar com maior autenticidade suas crenças e tradições e relacioná-las ao judaísmo. Além dessa pesquisa na Nigéria, ele também viajou pela África para refazer os passos de seus antepassados e descobrir a origem deles.
Igbos tribo judaica na NigériaO advogado descobriu que não estava sozinho nessa busca de identidade judaica. Muitos outros Igbos tinha tomado o mesmo caminho ao longo das últimas décadas: uma rede de comunidades nigerianas já havia abandonado todos os elementos do cristianismo. Estes Igbos passaram a aprender hebraico, a leitura de Torá, se definindo como judeus. Hoje, existem cerca de 4.000 dessas comunidades, com 70 sinagogas, localizadas principalmente em Igboland e Abuja. 

Image: William F.S. Miles
Orando com o Sidur

"Quando conhecemos o judaísmo rabínico, vimos que ele é igual às nossas tradições", disse Illona."Os Igbos que descobriram isso largaram o cristianismo”. Alguns de seus costumes são a circuncisão após o oitavo dia de nascimento, luto de sete dias após a morte e reclusão de mulheres após o parto.
Os Igbos passam por um longo processo para ser reconhecidos como judeus. Diversos rabinos foram à Nigéria a fim de conhecer a comunidade. Todos, sem exceção, ficaram encantados com a maneira que o grupo pratica o judaísmo: “Fui levado pela forma como eles oram e cantam”, disse um deles, Barry Dolinger. Assim, o foco deixou de ser o passado dos Igbos e passa a ser a forma única com que exercem suas crenças.

Graças a Illona,  milhares de Igbos começaram não apenas a se identificar com os judeus, como também a praticar o judaísmo.

Fontes: 



Doceria novaiorquina Magnolia Bakery chega a São Paulo





A doceria novaiorquina Magnolia Bakery, uma das grandes responsáveis pela febre de cupcakes no mundo, escolhe São Paulo para abrir sua primeira loja na América do Sul.

Fãs do seriado americano Sex in the City já devem ter ficado com água na boca com as cenas da personagem Carrie, interpretada por Sarah Jessica Parker, na Magnolia Bakery. A tradicional casa de Nova York chega a São Paulo e encurta a viagem para saborear seus cupcakes e doces.

BOLO-MAGNOLIA-BAKERY

A doceria com ar retrô tem abertura prevista para o primeiro semestre deste ano, nos Jardins, e promete oferecer os famosos bolinhos nas versões baunilha, chocolate e red velvet, todos preparados diariamente, sem conservantes, para manter o frescor e a qualidade do produtos. Também estão sendo elaborados sabores tipicamente brasileiros, que ainda são mantidos em segredo.

cupcakes-magnolia-bakery-sao-paulo

Além dos cupcakes, bolos, tortas e pudim de banana também estarão no cardápio, que contará ainda com opções para o almoço e lanche, com salgados e paninis.

Magnolia Bakery

Al. Lorena esquina com Rua Haddock Lobo, Jardins

São Paulo – SP


Tina Bornstein

sábado, 23 de janeiro de 2016

Um lixeiro na Suécia

Foto.Lixeiro.Site

Como vive um lixeiro na Suécia

Para o Diário do Centro do Mundo

O lixeiro sueco Mats Björnborg finalmente retorna meu telefonema, depois de duas semanas de espera. “Estava de férias”, desculpa-se ele. Agradeço a ligação, e pergunto onde foi o merecido descanso. “Fui esquiar em St. Anton, nos Alpes austríacos”, responde Mats, sem a mais pálida idéia da convulsão catatônica que sua declaração poderia desatar nos seletos círculos de brasileiros já arrepiados diante da possibilidade de esbarrar com o porteiro em Nova York.

Para as patroas, seria talvez recomendável um botox emergencial contra rugas de expressão, diante da revelação dos hábitos da minha ocasional faxineira: Beata, parte do contingente de poloneses que veio ganhar a vida na Suécia nos últimos anos, costuma passar as férias de verão na Grécia. Horror, horror.

São cenas da vida real em uma sociedade menos desigual, onde a diferença entre os mais ricos e os mais pobres não costuma ser abissal, e na qual o princípio da dignidade humana e do acesso a direitos básicos do cidadão não é restrito aos salões daqueles que se julgam mais escolhidos por Deus do que o povo de Israel.

Vou ao encontro do lixeiro Mats em um aconchegante café da ilha de Södermalm, no centro de Estocolmo. É o lugar habitual da pausa diária de meia hora que ele faz com os companheiros de trabalho, e ao redor da mesa oito lixeiros conversam animadamente.

A poucos passos dali, fica o apartamento alugado de quarto e sala que Mats mantém como base na cidade. (Aqui, um vídeo do apartamento.) A cerca de 40 quilômetros de Estocolmo, como vejo nas fotos do smartphone que ele acaba de sacar do bolso, o lixeiro divide com a mulher uma casa em madeira com 250 metros quadrados de área, sauna e uma pequena piscina.

Piscina em casa

“Se eu tenho idéia do que seria a minha vida em uma sociedade menos igualitária? É claro que sim”, diz Mats.

“Porque em uma sociedade desigual, nem todos têm direito a uma vida digna. Também sei que em uma sociedade menos igualitária, as pessoas têm que morar trancadas em condomínios, atrás de muros e guardadas por seguranças, para se proteger dos pobres que não têm nada. Como imagino que seja o Brasil.”

“Aqui (na Suécia), você raramente vê a polícia, e existe menos violência”, ele acrescenta. “E os policiais são ok. Ninguém tem medo de atravessar a rua em frente a um carro da polícia, nem mesmo quando o sinal está fechado para o pedestre.”

Filho de um mecânico de automóveis e uma secretária, Mats tem 55 anos de idade e há 35 trabalha em um dos caminhões de coleta de lixo na capital sueca.

“Muitas pessoas não planejam exatamente suas vidas, e acabam parando em algum lugar na sociedade”, ele diz, entre lentos goles de café.

“No meu caso, eu tinha acabado de cumprir o serviço militar e procurava emprego, quando encontrei um amigo que fazia serviço temporário numa empresa de coleta de lixo. Minha idéia era trabalhar lá durante o verão. Mas acabei ficando.”

É um bom emprego, como diz Mats. O salário é de 34 mil coroas suecas, o equivalente a cerca de 11,7 mil reais por mês. É pouco menos do que ganha a sua mulher, que recebe 40 mil coroas suecas como médica veterinária. Juntos, os dois dividem todas as contas – incluindo o aluguel do apartamento na cidade, no valor de 6,7 mil coroas suecas, e os pagamentos do financiamento da casa.

Depois de quitar as contas do mês, sobram no bolso de Mats aproximadamente 10 mil coroas suecas para comprar alimentos e cobrir outros custos, como idas eventuais a restaurantes e teatros. Ou ainda os gastos com seu hobby favorito: comprar peças avulsas e reformar sua mutante coleção de motocicletas da linha Harley-Davidson. Atualmente, ele tem quatro na garagem de casa.

Em frente da casa em madeira com 250 metros quadrados de área. Foto de Jenny Jurnelius

“Não tenho filhos, mas isso não afetaria minha situação econômica de forma significativa. Porque toda criança na Suécia tem acesso a médicos, dentistas e educação gratuita, além de uma ajuda de custo mensal do governo”, observa ele.

No dia seguinte, reencontro Mats para fazer a ronda do fim do expediente. Na cabine do caminhão de lixo, ele está acompanhado pelo colega Niklas, um másculo cidadão que trabalha de saias e blazer.

No primeiro prédio em que entramos para o recolhimento das caçambas, Mats diz: “Eu ganho mais para entrar aqui, porque o lixo fica do outro lado do pátio”.

Como assim?

“Porque eu tenho que caminhar mais, então ganho mais para isso”.

Como assim?

“A minha empresa tem uma lista detalhada de todos os locais por onde passamos, que inclui informações sobre as distâncias que temos que percorrer desde a porta do prédio até o local onde recolhemos o lixo”, diz Mats, que é funcionário de uma das empresas privadas que fazem a coleta de lixo na cidade.

“Em Estocolmo, não é permitido depositar caçambas ou sacos de lixo nas calçadas. Então, em alguns prédios preciso dar 15 passos para chegar até o depósito de lixo. Em outros, 20 passos. Está tudo documentado. E se em alguns lugares eu precisar abrir alguma porta trancada a chave para recolher o lixo, ganho 40 öre (centavos) extras”, acrescenta ele, destacando a força dos sindicatos suecos. De volta à cabine do caminhão, vejo centenas de chaves, e desisto do cálculo mental.

O dia de Mats começa às 5:30 da manhã, quando ele chega à garagem dos caminhões da empresa. “Tomamos um café, lemos os jornais e às 6 horas começamos o trabalho”, ele conta.

A jornada de trabalho dura cerca de sete horas, de segunda a sexta-feira. E como todo sueco, Mats tem direito a cinco semanas de férias por ano.

Em impostos, ele paga cerca de 30% sobre o valor do salário. E como qualquer cidadão, tem direito a um sistema de saúde amplamente subsidiado, em que uma internação hospitalar custa 80 coroas suecas – o equivalente a menos de 30 reais.

“E por que o sujeito que limpa as ruas não deveria ter direito à saúde? Por que as pessoas não deveriam ter as mesmas oportunidades? Por quê?”, repete Mats.

“Todos têm o mesmo valor. Ninguém é melhor do que ninguém. Todos nós somos seres humanos. Eu trabalho duro, e sou bom no que faço. Algumas pessoas nascem em famílias mais pobres. Mas todos na Suécia podem construir sua própria vida.”

Já foi melhor: como as estatísticas da OECD apontaram recentemente, a Suécia vem registrando o mais rápido crescimento da desigualdade, em relação aos demais países europeus. O sentimento de exclusão é particularmente forte nas classes mais baixas, cada vez mais formadas por famílias de imigrantes que chegam ao país.

“A Suécia atravessa um período de mudanças”, diz a cientista política Jenny Madestam, da Universidade de Estocolmo.

“A sociedade sueca não gosta de desigualdade, porque desigualdade é sinônimo de injustiça. E ainda somos uma sociedade extremamente igualitária, uma vez que estávamos bastante à frente dos demais países europeus. Mas estamos de certa forma deixando de ser um modelo extremo. Isso não significa que queremos um sistema como o do Brasil, e sim que estamos ficando mais parecidos com outros países europeus”, ela acrescenta.

Além de oito anos consecutivos de governo da aliança de centro-direita, Madestam observa que a social-democracia sueca – reconduzida ao poder em setembro passado – caminha na direção de uma política mais centrista, em meio a uma nova realidade também influenciada pelos processos que se desenvolvem na ordem global.

“Temos que aguardar para ver se o novo governo social-democrata da Suécia irá retornar às raízes do movimento, ou se vai se posicionar mais ao centro do espectro político”, diz a cientista política.

Com o gorro que diz "Lixeiros de Estocolmo"

A própria sociedade se transforma, avalia Jenny Madestam. E o debate sobre alguns princípios sagrados da ideologia sueca, como a relativamente baixa diferença entre os salários das diferentes categorias profissionais, começam segundo ela a deixar de ser tabu. Atualmente, já se discute a possibilidade de um maior grau de diferenciação salarial.

“As novas gerações começam a questionar uma ideia fundamental da sociedade sueca: a de que ninguém deve ganhar substancialmente mais do que ninguém, tanto no setor público como no privado, e incluindo aqueles que optam por carreiras que exigem períodos mais longos de estudos e formação. A cultura sueca é a de que você pode ter mais status, mas não deve ganhar muito mais do que os outros. Aparentemente, no entanto, muitas pessoas vêm se tornando mais individualistas”, indica a cientista política.

O salário médio (sem adicionais ou horas extras) de um policial ou de um professor é de cerca de 30 mil coroas suecas, segundo dados de 2013. Uma enfermeira recebe em média cerca de 27 mil coroas, e um médico aproximadamente 45 mil coroas.

Pode ser que alguns estejam insatisfeitos pelo fato de não ganharem muito mais do que os profissionais que passaram por um período mais curto de formação educacional – diz Robin Travis, chefe da seção de Política e Direito do Serviço de Pesquisas do Parlamento sueco:

“Mas por um lado, é preciso notar que enfermeiras, assim como policiais, por exemplo, recebem mais por gratificações por horas extras ou adicionais noturnos. E por outro lado, é extremamente bom para a sociedade que o sujeito comum tenha dinheiro. Porque dessa forma ele se torna um consumidor, com potencial de criação de empregos para outras pessoas”, argumenta Travis.

Pelos números da Agência Central de Estatísticas da Suécia (Statistiska centralbyrå), o salário médio no país é de 27,3 mil coroas suecas mensais (aproximadamente 9,6 mil reais).

“Apenas 10% da população sueca ganha salários superiores a 43,3 mil coroas suecas mensais. Noventa por cento dos trabalhadores recebem quantias inferiores a este valor”, diz Daniel Widgren, analista da agência.

Pergunto a Jenny Madestam qual é o salário médio de um cientista político como ela.

“Cerca de 35 mil coroas suecas”.

É quase o mesmo que ganha um lixeiro em Estocolmo, comento.

“Sim, exatamente”.

Acha injusto ganhar quase o mesmo que um lixeiro?

“De alguma forma, pode parecer estranho um sistema no qual as carreiras que exigem um longo período de formação, como a minha, não sejam mais bem remuneradas. Por outro lado, tenho muito mais liberdade em meu trabalho do que teria em funções que não exigem o mesmo grau de escolaridade”.

“Seja como for, qualquer mudança significativa no sistema salarial seria uma batalha a ser travada com os combativos movimentos trabalhistas suecos”, pontua Madestam.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Claudia Wallin
Sobre o Autor

A jornalista brasileira Claudia Wallin, radicada em Estocolmo, é autora do livro Um país sem excelências e mordomias.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Entrevista... #Renan #Harumi #BBB16


BBB 16: Renan abre o jogo sobre “book azul” e comenta propostas recebidas

Nesta quinta-feira (21) Renan e Harumi conversavam na casa do BBB, quando o modelo comentou sobre as propostas indecentes que já recebeu. A conversa começou com a jornalista elogiando o físico do paulista e questionando há quanto tempo está na área.

“Há 9 anos. Vou para o meu décimo agora”, respondeu o magya. Harumi, então, contou que sua carreira de modelo durou nove anos e perguntou ao brother se já recebeu convites para o chamado “book azul”.

Renan já ficou em quarto no lugar no Mister Brasil, em 2011. Vem aqui em casa que você já é primeiríssimo, seu lyndo!

Renan já ficou em quarto no lugar no Mister Brasil, em 2011. 

“Quando comecei, com 20 anos, chegaram umas meninas e uns meninos num evento. Falaram para elas que quem não fosse ‘ficha rosa’, poderia ir embora. Eu já recebi propostas, mas todas foram de homens. Não me lembro de ter recebido proposta de mulher”, confidenciou Renan. Gente, será que ele era da agência da Dona Nenê?! kkkkkkkkkk Já tô amando Harumi soltando seu lado Marília Gabriela… continue assim, que queremos todos os baphos na mesa!!!


(Hugo Gloss)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Frasco da Calma o ideal para tranquilizar crianças

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Votos de um Natal Feliz


Os nossos votos é de um Natal verdadeiramente feliz onde impere a paz, a harmonia, a alegria, a prosperidade, a saúde, a gratidão, a solidariedade e a tolerância. 
Acima de tudo que estas não sejam palavras vãs, mas que se transformem no ponto de partida para um ano repleto de realizações pessoais e profissionais! 
Festas Felizes para todos nós! 

Assim é, e assim está feito! 

Claudia Lins Lima Leal e família.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Game Over

A vida é realmente um presente que recebemos de Deus, mas ao mesmo tempo é algo tão frágil. Basta seu coração parar de pulsar, e fim, tudo acaba. Um único batimento define sua vida, um único batimento diz se estás vivo ou morto. Tem uma frase sábia que diz “Para morrer basta estar vivo”. Já que podemos morrer a qualquer momento, deveríamos viver verdadeiramente e conscientemente cada dia, pois cada sentimento é único e nunca se repetirá, ou seja tens que aproveitar tudo ao máximo, pois cada dor é única, cada sorriso é único, cada abraço é único, cada choro é único. Você já parou para pensar que enquanto você se dá o luxo de reclamar da sua vida, há alguém rezando para ter pelo menos mais alguns dias de vida?
Oco, vazio, frio, são as aparências de um corpo sem vida, e sempre há alguém chorando sobre o mesmo, ta na hora de pararmos de falar que queremos morrer por qualquer besteira, parar de odiar a vida, simplesmente porque algumas coisas não deram certo. A vida muda e não avisa para ninguém, cada mudança é uma surpresa, um dia poderá ser você que estará no leito da morte pedindo a Deus por um pouco mais de tempo para viver, e sua vida passará na sua cabeça, perante seus olhos, como se fosse um filme. ENTÃO MINHA GENTE, VAMOS VIVER MAIS, RECLAMAR MENOS E CUTIR A VIDA AO MÁXIMO; pois a vida não é como um vídeo-game onde, se você perder, pode apertar o botão “restart” que tudo começará novamente.
Na vida real o “game over” é para sempre.