"Liberdade não é a ausencia de compromissos, mas a capacidade de escolher sua tarefa"

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sorriso




Sorriso, diz-me aqui o dicionário, é o acto de sorrir. E sorrir é rir sem fazer ruído e executando contracção muscular da boca e dos olhos.

O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no acto de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida. Por aqui se vê até que ponto o que as pessoas fazem pode diferir do que dizem. Caio em completo devaneio e ponho-me a sonhar um dicionário que desse precisamente, exactamente, o sentido das palavras e transformasse em fio-de-prumo a rede em que, na prática de todos os dias, elas nos envolvem.

Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.

O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso.

José SARAMAGO

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Crô - O Filme

Por Hugo Gloss. 
24.out

OMG!!! Saiu o trailer de “Crô – O Filme” estrelando Marcelo Serrado e participação de Ivete Sangalo

cinema

Prepara a fralga geriátrica que tá na hora de dar risada! Há tempos postei (aqui) o ensaio do elenco para “Crô – O Filme”, é isso mesmo, pra quem não sabe Marcelo Serrado pegou sua gravatinha borboleta e volta com a história do mordomo mais famoso do Brasil, mas dessa vez na telona com muito luxo, looks baphonicos e tudo, tudo que uma bee RYCA (pelo menos agora!) merece!
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Hoje divulgaram o trailer que está demais, com cenas engraçadas e participações super especiais como Ivete que vai viver a mãe do Crô e aparecer como um gasparzinho na vida da bee rssss…
Chega de papo, aperta o play e divirta-se!

Crô – O Filme tem a direção de Bruno Barreto e roteiro de Aguinaldo Silva, a estreia em todo o Brasil será dia 29 de novembro. Chega logo novembro seu lindo!!!!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Charles Chaplim

Charles Chaplin

O pedófilo que Carlitos escondeu

Depois da leitura deste texto, você certamente continuará admirando Chaplin, mas terá também uma visão mais ampla sobre o homem que Carlitos eventualmente escondia

Carlitos é tão imenso, tão universal, que engolfou Chaplin. Quem é Carlitos? Quem é Chaplin? Carlitos e Charles (Charlie) Spencer Chaplin (1889-1977) se tornaram, com o tempo, uma só pessoa. O personagem se tornou indivíduo e o indivíduo se tornou personagem. Um mito do século 20 que certamente migrará para os próximos séculos. Um ator e diretor admirável, praticamente incomparável. Mas o homem que dizia “amo as mulheres, mas não as admiro” é conhecido apenas dos que apreciam biografias, algumas não raro tediosas e exageradas. Para conhecer a vida e a obra, em sua diversidade, é fundamental ler “Chaplin — Uma Biografia Definitiva” (Editora Novo Século, 792 páginas), de David Robinson. Há uma apresentação nuançada das contradições do artista-indivíduo. “Charlie Chaplin” (Zahar, 120 páginas), de André Bazin, é um clássico. Como vou me ater exclusivamente sobre um aspecto às vezes negligenciado da vida do rei do entretenimento de qualidade, o sexual, cito apenas “A Vida Íntima Sexual de Gente Famosa” (Record, 521 páginas, tradução de Vera Mary Whately), de Irving Wallace, Amy Wallace, David Wallechinsky e Sylvia Wallace. Sensacionalista? Sim, mas com histórias confirmadas pelos livros ditos sérios. A obra não diminui o artista, mas torna o homem mais “mortal”, quer dizer, menos “angelical”. Porque Carlitos aproxima Chaplin de um querubim.

Depois da leitura deste texto, você certamente continuará admirando Chaplin, o genial diretor-ator de “O Garoto” (1920), “Em Busca do Ouro” (1925), “Luzes da Cidade” (1931) e “Tempos Modernos” (1936), mas terá também uma visão mais ampla sobre o homem que Carlitos eventualmente escondia.  O pai de Chaplin, Charles, era alcoólatra e sua mãe tinha problemas mentais. Como o pai abandonou a família e sua mãe vivia internada em sanatórios, o menino passou a infância nas ruas, orfanatos e casas de correção. O adolescente trabalhou como barbeiro, faxineiro de teatro e figurante em peças de vaudeville.

Nascido na Inglaterra, Chaplin foi para os Estados Unidos em 1913, aos 24 anos. Integrante da Companhia Fred Karno, “um grupo inglês de teatro vaudeville”, chamou a atenção do produtor Mack Sennet, que o convocou para o cinema. Agradou o público americano e, depois de oito filmes, amealhou 1 milhão de dólares — na época, uma fortuna considerável. Em sete anos, de 1913 a 1920, fez 69 filmes mudos. “Perfeccionista temperamental, frequentemente rodava 50 vezes a quantidade de metragem necessária.”

Um dos primeiros workaholics do cinema, Chaplin não parava. Era uma “máquina” de produzir filmes, quase sempre de alta qualidade. Ao mesmo tempo que trabalhava muito, o ator-diretor tinha uma vida sexual intensa e pouco ortodoxa. Ele dizia que gostava de fazer sexo quando “estava chateado”. “Sua preferência era por garotinhas; o resultado disso foram quatro casamentos (três com mulheres de 18 anos ou mais moças), 11 filhos, e um harém de amantes.”

Homem de energia invulgar, tanto artística quanto física, Chaplin batizou seu pênis de “oitava maravilha do mundo” — devido ao tamanho “avantajado”. “Chaplin gostava mais do que qualquer outra coisa de deflorar uma meninota virgem”, nota Irving Wallace. “A forma mais bonita da natureza humana é a menina bem mocinha começando a desabrochar”, disse, nada politicamente correto para os tempos atuais.

Chaplin tinha o hábito de acolher meninas em seu estúdio. A primeira da lista, Mildred Harris, tinha 14 anos, em 1916, quando entrou para o círculo íntimo do diretor. Chaplin prometeu que a garota seria estrela de um filme, mas, quando ela disse que estava grávida, o diretor não gostou. Sob pressão da mãe de Mildred, teve de se casar, em 1918. “A gravidez de Mildred era alarme falso.” Mais tarde, tiveram um filho, com deficiência física, que viveu apenas três dias. O ator e a alpinista social se divorciaram em 1920.

Irving Wallace conta que, para atrair garotas, Chaplin contratava “artistazinhas” para dublar a atriz principal, “tanto em cena como na cama”. Lita Gray chamou a atenção do diretor quando tinha somente 6 anos. Aos 12 anos, andava pelo estúdio de Chaplin “sob os olhares amorosos do seu diretor dominador. (…) Em 1923, durante a filmagem de ‘Em Busca do Ouro’, tentou violentá-la no quarto de hotel que ela ocupava. ‘Ele beijou minha boca e meu pescoço e seus dedos voaram para o meu corpo apavorado’, escreveu Lita”. Mas Chaplin não era um Casanova que desistia. Depois de muito insistir, “tirou a virgindade de Lita”, na sauna de sua casa. “Chaplin era muito consciente de seu charme sexual. Uma vez, quando Lita comentou que ele podia provavelmente ter qualquer uma de cem meninas em dois minutos, Chaplin corrigiu-a rapidamente. ‘Cem, não’, disse ele, ‘mil’.” Como o diretor não usava preservativos, pois achava-os “repelentes”, Lita, de 16 anos, ficou grávida. Chaplin tinha 35 anos.

Ao ser informado por Lita da gravidez, Chaplin sugeriu que abortasse. Lita rejeitou a proposta e não quis 20 mil dólares para se casar com outro homem. “Ameaçado por um processo de paternidade e acusação de estupro, Chaplin concordou em se casar. Na viagem do México a Los Angeles, depois do casamento, em 24 de dezembro de 1924, ele sugeriu à sua mulher grávida que se suicidasse, atirando-se pela janela do trem. Ainda assim, apesar de sua hostilidade, Chaplin conseguia separar o sexo da afeição, declarando que podia fazer amor com Lita embora a detestasse”, revela Irving Wallace. Em 1926 — bem antes, portanto, das investigações implacáveis do FBI de Edgar J. Hoover e do macarthismo —, Lita, então com dois filhos de Chaplin, pediu divórcio. Na ação — cópias eram vendidas nas ruas —, Lita dizia (é sua versão, mas crível) que “Chaplin teve nada menos do que cinco amantes durante os dois anos de casado; ameaçou-a com um revólver carregado mais de uma vez; quis tentar um ‘ménage à trois’, e demonstrou grande desejo em fazer amor em frente a uma plateia”. Lita também se recusava a fazer sexo oral em Chaplin, o que o deixava irritado.

A terceira mulher de Chaplin, a atriz Paulette Goddard, não era menor quando se casaram. Tinha 20 anos. O casamento, realizado no seu iate, o “Panacea”, naufragou cedo. Em 1941, Joan Barry, de 22 anos, começou a persegui-lo, dizendo-se apaixonada. O artista gostou, mas apenas no início. Porque Joan era maluca e quebrava janelas de sua casa e ameaçava se matar. Tinha o hábito de invadir sua casa e, por isso, Chaplin chamou a polícia para prendê-la. Estava grávida de três meses, mas o diretor não se importou com isso e Joan ficou um mês detida.

Em seguida, quando seus filhos assediavam Oona O’Neill (1925-1991), filha do dramaturgo Eugene O’Neill, Chaplin, sempre atento às meninas novas, cantou-a e prometeu-lhe casamento. Levou a melhor. Oona tinha 17 anos. Eles se casaram em 1943. Foram felizes, dizem as biografias. Aos 54 anos, Chaplin parecia sossegado, ainda que existam suspeitas de que tenha mantido algumas amantes. Mas sua vida, pouco a pouco, foi deixando de ser escandalosa e os tabloides perderam o precioso maná.

Mesmo se relacionando com a equilibrada Oona, Chapin continuava “perseguido” por Joan Barry, que, além de um processo de paternidade, exigia uma polpuda pensão. Chaplin deu-lhe dinheiro e, por isso, acabou indiciado pelo governo. No julgamento, um verdadeiro circo, o advogado de Joan disse que Chaplin era “um nanico de Svengali” e “um homem desprezível e libidinoso”. Talvez seja uma síntese do Chaplin que se esconde na pele do “romântico” Carlitos, mas, claro, há também um evidente exagero, porque o ator-diretor, como criador, era muito mais do que disse o advogado. Como um exame mostrou, a criança não era filha do famoso diretor. Na verdade, Joan e o advogado queriam arrancar dinheiro do milionário Chaplin, o Pelé do cinema. Para chocar a plateia, e para forçar Chaplin a negociar, o advogado chegou a dizer que, sexualmente, o artista era impotente. Aos 55 anos, sem qualquer receio, Chaplin disse que “ainda era bastante potente sexualmente”. Irving Wallace declara que, embora absolvido e não fosse o pai da criança, “foi obrigado a pagar pensão”.

Como a imprensa e políticos americanos, como o senador Joseph McCarthy, anticomunista ferrenho, começaram a “perseguir” Chaplin, assim como fizeram com outros atores e diretores de cinema, o artista e Oona mudaram para a Suíça. Segundo Irving Wallace, Chaplin e Oona eram “felizes” e mantinham um relacionamento “sereno”. “Se tivesse conhecido Oona ou uma moça como ela há muitos anos, jamais teria tido problemas com mulheres. Toda minha vida esperei por ela sem nunca saber”, disse Chaplin — culpando, claro, as mulheres e perdoando-se pela libido exacerbada. As biografias admitem que procede que muitas mulheres se aproximavam do diretor para arrancar dinheiro ou conseguir bons papeis em seus filmes. Eram alpinistas sociais ou profissionais. “Chaplin teve mais oito filhos — o último quando estava com mais de 70 anos.”

O que se disse acima diminui Chaplin? Como artista, não. Porque os filmes de Chaplin aproximam-se de arte, porque são finamente perspicazes, artesanais e suas digitais aparecem com firmeza. Alfred Hitchcock e John Ford  aproximavam-se de Chaplin. Ao mesmo tempo, como queria o próprio Chaplin, que jamais se considerou ideólogo, são entretenimento de primeira. Como escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade, “ó Carlito, meu e nosso amigo, teus sapatos e teu bigode/caminham numa estrada de pó e de esperança”. Chaplin e Drummond, “cansados” de serem modernos, se tornaram eternos, possivelmente. Com a recuperação de uma parte de sua vida que é intencionalmente esquecida, soterrada pelo mito, o da perfeição, e pelo crítico corrosivo da sociedade moderna, a que transforma o homem em máquina, tão descartável quanto uma máquina velha, o homem Chaplin talvez saia menor. Mas é provável, se visto de outro prisma, que o homem fica mais humano, com suas contradições e idiossincrasias. A vida sexual desregrada — às vezes com mulheres oportunistas, mesmo menores — integra a vida íntima do cidadão Chaplin.

Um campeão do sexo numa era pré-Viagra

As mulheres menos famosas aproximavam-se de Charlie Chaplin por dinheiro ou para conquistar um papel de proa em seus filmes. O diretor dava algum dinheiro e aproveitava-se — se é que só ele se aproveitava — de quase todas que o beiravam. Mas Chaplin, segundo Irving Wallace e parceiros, também “orgulhava-se de ir para a cama com mulheres influentes. Algumas das que conquistou foram Clare Sheridan, prima do primeiro-ministro inglês Winston Churchill; as atrizes Mabel Normand, Edna Purviance, Pola Negri, Louise Brooks e Marion Davies, a estrela que teve um longo caso com William Randolph Hearst [o inimigo de Orson Welles], e Peggy Hopkins Joyce, uma ‘Ziegfield Girl, que se tornou uma das mulheres mais ricas do mundo casando-se com cinco milionários. Ela e Chaplin eram muitas vezes vistos nadando nus perto da Ilha de Catalina”.

Chaplin tinha o hábito de recitar passagens eróticas de “Fanny Hill” e “O Amante de Lady Chaterley”, o belo (e proibido) romance de D. H. Lawrence, para as mulheres com as quais fazia sexo. Era um fenômeno na cama, segundo Irving Wallace. Ele tinha seis relações sexuais seguidas — antes do Viagra e do Cialis —, “com intervalos de cinco minutos, entre cada uma”. Gostava de voyeurismo. “Montou um telescópio de longo alcance em sua casa, que permitia ver o quarto de dormir de John Barrymore.”

Um de seus pensamentos preferidos: “Nenhuma arte pode ser aprendida de repente. E fazer amor é uma arte sublime, que exige prática para ser verdadeira e significativa”.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O verdadeiro sentido da amizade...

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase : ' Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus !' Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas ? Sim??? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu . . . Sabe porque ? Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele !

Vinicius de Moraes


Confira este vídeo no YouTube:

http://youtu.be/pmDBXRW9axI


Enviado via iPhone

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Do livro "O Segredo"

Se você fosse colocado num scanner de ressonância magnética, uma estrutura tubelar que permite imagens de vídeo das alterações neurais que acontecem no seu cérebro, e verbaliza-se  a palavra “não” associada a imagens negativas durante alguns segundos, seria possível observar a imensidão de hormonas do stress e neurotransmissores. Estes produtos químicos interrompem imediatamente o funcionamento normal do cérebro, prejudicando o pensamento lógico, a razão, o processamento da linguagem e a comunicação. Palavras, pensamentos e imagens negativas empobrecem o ótimo funcionamento do ser humano, a felicidade, o bem-estar e a satisfação com a vida.

O PODER DA PALAVRA

Na verdade, apenas ler, pensar ou verbalizar uma lista de palavras negativas por alguns segundos, poderá ser o suficiente para fazer disparar numa pessoa a ansiedade e a diminuição do humor. Acresce o facto de que se a pessoa de forma recorrente passar a refletir sobre isso, irá sedimentar uma estrutura mental fundamentada na negatividade. Pouco a pouco, dia após dia, vamos construindo o nosso mundo interno, forma de pensar e atitudes face ao mundo e aos outros e a nós mesmos. O tipo de palavras, pensamentos e atitudes que vamos tendo, de cariz positivo, ou ao invés de cariz negativo, potencia ou incapacita a nossa mente.

A reter: Se você verbalizar a sua negatividade, ou utilizar demasiadas vezes palavras depreciativas, de incapacidade ou miserabilistas, irá existir uma reação correspondente no seu corpo, usualmente, e neste caso, serão lançados na corrente sanguínea produtos químicos de stress, não apenas no seu cérebro, mas eventualmente também no cérebro de quem possa estar a interagir consigo.  Os outros ouvintes irão sentir um aumento da ansiedade e irritabilidade, comprometendo assim a cooperação e a confiança.

As palavras têm uma forte relação com os nossos pensamentos, com as nossas crenças e com a forma como nos vemos a nós mesmos. São armas poderosas ao nosso serviço. A capacidade de conseguirmos ganhar consciência do nosso diálogo interno, verbalizado ou silencioso, é extremamente importante para potenciarmos a nossa mente e consequentemente mudar a vida para melhor. Se você percebe que utiliza um discurso demasiado pessimista, negativista, derrotista e depreciativo, é hora de ponderar a possibilidade de melhorar o seu diálogo interno autocrítico.

Qualquer forma de ruminação negativa e excessiva, por exemplo, preocupar-se excessivamente com o seu futuro financeiro ou com a sua saúde, vai estimular a libertação de substâncias neuroquímicas destrutivas, que causam mal-estar e incómodo. Perante tal cenário, sem sombra de dúvida que a sua sobriedade emocional ficará afetada negativamente, com todas as consequências pejurativas que isso possa ter para si e/ou para os outros.

CICLOS NEGATIVOS

O pensamento negativo também é auto-perpetuador, e quanto mais você se envolver no diálogo negativo, em casa ou no trabalho, mais difícil se tornará pará-lo. Palavras negativas, ditas com raiva, fazem ainda mais danos. Elas enviam mensagens de alarme através do cérebro, interferindo com os centros de tomada de decisão do cérebro (lobo frontal), e isso aumenta a propensão para que uma pessoa aja irracionalmente.

O medo excessivo é incapacitante, tolda-nos o raciocínio e inibe-nos muitos dos nossos comportamentos. Palavras como pobreza, doença, morte, crise, acidente, estimulam o cérebro de forma negativa. E mesmo que esses pensamentos de medo não sejam reais, outras partes do seu cérebro (como o tálamo e amígdala) reagem a fantasias ou imagens negativas, como se fossem ameaças reais que ocorrem no mundo exterior. Curiosamente, parece que estamos programados para nos preocuparmos. E, isso até pode ser benéfico, deixa de sê-lo no exato momento que nos prejudica a vida. Talvez esta propensão para a preocupação seja um artefato de memórias antigas, herdadas de tempos ancestrais, quando havia incontáveis ​​ameaças à nossa sobrevivência.

PARA INTERROMPER ESTA PROPENSÃO NATURAL A PREOCUPAR-SE EXCESSIVAMENTE, AO PONTO DE TORNAR-SE UM INCÓMODO, DUAS ETAPAS SIMPLES PODEM SER EFETUADAS:

  • Primeiro, pergunte a si mesmo: “A situação é realmente uma ameaça para a minha sobrevivência pessoal?” Normalmente, não é, e quanto mais rápido você conseguir interromper a reação da amígdala (regulador emocional) de uma ameaça imaginária, mais rápido conseguirá tomar medidas para resolver o problema .
  • Segundo, depois de ter identificado o seu pensamento negativo (que muitas vezes opera abaixo do nível da consciência ),  pode reformulá-lo, escolhendo concentrar-se em palavras e imagens positivas. Aumenta assim a possibilidade de diminuir a ansiedade e a depressão, e pouco a pouco diminuir também os pensamentos negativos subconscientes.

CICLOS POSITIVOS

Quando ensino aos meus clientes como mudar pensamentos negativos para pensamentos positivos, o processo de comunicação com a própria pessoa melhora, promovendo o seu auto-controle e confiança. Mas há um problema, o cérebro não responde tão prontamente aos nossos pensamentos e palavras positivas.  Eles não são uma ameaça para a nossa sobrevivência, o cérebro não precisa responder tão rapidamente como faz para palavras e para pensamentos negativos.

Para superar esse viés neural para a negatividade, devemos repetidamente e conscientemente gerar tantos pensamentos positivos quanto conseguirmos. De acordo com os princípios daPsicologia Positiva, é preciso gerar pelo menos três pensamentos e sentimentos positivos para cada expressão de negatividade. Se você expressar menos de três, torna-se extremamente difícil inverter o processo. Esta ideia é reforçada por uma pesquisa de Marcial Losada com equipes corporativas, e uma pesquisa de John Gottman com casais conjugais. Fredrickson, Losada, e Gottman perceberam que se você quiser que o seu negócio e os seus relacionamentos pessoais realmente prosperem, você precisa gerar pelo menos cinco mensagens positivas para cada diálogo oupensamento negativo que tenha, por exemplo, “Estou desapontado” ou “Isso não é o que eu esperava” contam como expressões de negatividade, tal como fazer uma careta ou um aceno de cabeça.

Nem sequer importa se os seus pensamentos positivos são irracionais, ainda assim melhoram o seu sentimento de bem-estar, felicidade e satisfação com a vida. Na verdade, o pensamento positivopode ajudar-nos a construir uma atitude melhor e mais otimista em relação à vida. Leia: Torne-se otimista, abandone o seu lado negro.

Pensamentos e palavras positivas impulsionam os centros motivacionais do cérebro para a ação e ajudam-nos a construir a resiliência quando nos deparamos com os problemas da vida. SegundoSonja Lyubomirsky, uma das principais investigadoras do mundo sobre a felicidade, se você quiser desenvolver uma maior satisfação ao longo da sua vida, deve regularmente envolver-se em pensamentos positivos sobre si mesmo, focar-se nas suas experiências mais felizes, relacionar-se bem com os outros, e saborear cada experiência positiva na sua vida.

Dica: Escolha as suas palavras com sabedoria e aprimore-as ao longo da sua vida. Isso permitirá que você consiga interromper mais rapidamente a propensão do cérebro para focar-se no negativo. Você vai sentir-se melhor, promove o seu tempo de vida, e aumenta a possibilidade de construir relacionamentos mais profundos e mais confiante com os outros.

Tal como Fredrickson e Losada apontam, quando você gerar um mínimo de cinco pensamentos positivos para cada um negativo, você vai experimentar os elevados benefícios do ótimo funcionamento humano. Esse é o poder da positividade. Esse é o poder que o pensamento positivo tem para mudar a sua vida para melhor.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Vai entender ...

Atriz Amanda Seyfried tem sinônimo de 'vagina' tatuado no pé


A atriz Amanda Seyfried, de Meninas Malvadas eMamma Mia!, se considera uma pessoa com um senso de humor diferente. Depois de gravar o musical ao lado de Colin Firth, Amanda resolveu tatuar uma palavra que ele repetia muito.

"Minge" é a tal palavra. O curioso é que seu significado é um sinônimo para a palavra vagina. "Colin Firth dizia muito essa palavra no set e Rachel[McDowell] teve que me explicar seu significado. Então está no meu pé. Isso é para me fazer rir. E toda vez que eu olho para ela, dou risada", disse à revistaGlamour.

Bonita e estranha a moça. E sabe o que é pior? A melhor amiga de Amanda, Rachel McDowell, que também estava no filme, tatuou a mesma palavra. Amizade não tem limites!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ultra-Som na Fisioterapia

Trabalho realizado por:
Sandra - Josiane - Valéria - Simone - Thatiani
Orientador:
Prof. Blair José Rosa Filho
ULTRA-SOM

Introdução

O ultra-som pode ser aplicado de forma contínua ou intermitente (pulsátil), dependendo do tipo de enfermidade em tratamento. A forma contínua produz 50% de efeito térmico e 50% de efeito mecânico, e o ultra-som pulsado produz ação mecânica sem produzir calor (atérmico). No ultra-som contínuo, temos: feixe ultra-sônico/feixe ultra-sônico/feixe ultra-sônico, sem ocorrer pausa entre os feixes. No ultra-som pulsado, temos: feixe ultra-sônico/pausa/feixe ultrasônico. Ocorre pausa entre os feixes de ondas ultra-sônicas, permitindo que os tecidos tenham tempo de dissipar o calor recebido, não havendo no local energia térmica acumulada ou residual, logo, produzindo praticamente efeito mecânico (atérmico) no local.

Considerando que podemos tratar uma gama imensa de enfermidades com o ultra-som, há necessidade de adequar o método e a forma de tratamento. Para tanto, lançamos mãos dos diversos acessórios, o que facilitará a terapia, resultando melhor efeito e segurança para o paciente. Importante é a sensação leve de calor referida pelo paciente ou até mesmo sensação dolorosa, o que nos servirá de parâmetro, para uma boa dosagem.

A fase da enfermidade, a profundidade da lesão e o conhecimento do meio-valor é de vital importância, pois através desses parâmetros é que a dosimetria será feita diferenciada e individualizada. A freqüência do ultra-som é um fator determinante na absorção de calor pelo tecido, como ocorre com o ultra-som de 3 MHz, em que a energia ultra-sônica é praticamente absorvida no nível superficial, enquanto a absorção do ultra-som de 1 MHz ocorre mais profundamente.


Definição

São ondas sonoras longitudinais, não audíveis ao ouvido humano. Essas ondas ultra-sônicas são produzidas a partir da transformação da corrente elétrica comercial em corrente de alta freqüência, que ao incidir sobre um cristal de quartzo ou de zirconato - titanato de chumbo (ZTP), provoca compressão e expansão alternada do cristal.

Esta ação mecânica (pressão), sobre o cristal, provoca a emissão de ondas ultra-sônicas com freqüência igual à corrente recebida ou corrente que incide sobre o cristal dentro do transdutor (efeito piezoelétrico). O cristal sintético (ZTP) é mais resistente a altas temperaturas e mais maleável, aumentando com isto a durabilidade e a emissão do feixe. Transdutor é um dispositivo capaz de transformar uma forma de energia em outra, no caso, elétrica em mecânica.

As ondas ultra-sônicas produzem uma ação mecânica vibratória nas células, podendo ter uma freqüência de 870 KHz a 1 MHz (ação mais profunda) e 3 MHz (ação mais superficial). Elas podem ser contínuas ou pulsadas. As contínuas possuem 50% de ação mecânica e 50% de ação térmica. As pulsadas produzem mais ação mecânica. No ultra-som contínuo, prevalece mais o efeito térmico e no pulsado, o efeito atérmico.


Tipos de Ondas e Propriedades do Ultra-Som
As ondas longitudinais estão na direção da propagação das ondas ultra-sônicas e são transportadas em meios líquidos não viscosos.

Ondas transversais são ondas que se propagam em meios sólidos (em torno do periósteo) e a movimentação de partículas ocorre perpendicularmente à direção da propagação do feixe de ondas ultrasonoras.

Ondas estacionárias decorrem da sobreposição das ondas ultra-sônicas refletidas do músculo/osso ou tecidos moles/ar, sobre as ondas incidentes (meios com impedâncias diferentes). Pode ocorrer superaquecimento e destruição de células epiteliais e sanguíneas e para poder minimizá-las, movimenta-se continuamente o transdutor.

São refratadas nas áreas limítrofes de diferentes impedâncias acústicas, desviando sua direção, chamado de ângulo de refração.

As ondas ultra-sônicas sofrem reflexão quando na impedância acústica dos meios em que elas estiverem passando forem diferentes. São refletidas ao incidirem sobre estruturas, como osso, pele sem acoplamento, ou ainda, estruturas lisas e compactas, como os metais e principalmente o ar. As ondas sofrem reflexão de 99,73% ao incidirem diretamente no ar/pele e para evitar esta reflexão, usa-se uma substância acopladora transdutor/pele (gel). Nas estruturas ósseas, aproximadamente 30% das ondas US são refletidas. A reflexão nos tecidos moles/ar é de 99,73% (aquecimento local).

As ondas ultra-sônicas são absorvidas pelos tecidos e transformadas em calor, ocorrendo principalmente em nível molecular, sendo as proteínas os tecidos que mais absorvem. No tecido ósseo, aproximadamente 70% das ondas incidentes são absorvidas. A absorção depende da impedância do meio, da freqüência do ultra-som e da quantidade de proteína dos tecidos. A vibração, atrito e fricção molecular (energia cinética) são absorvidos pelos tecidos e transformados em calor.

A transmissão das ondas ultra-sônicas ocorre em maior quantidade quando as impedâncias acústicas dos dois meios estiverem mais próximas (casamento de impedância) e quanto mais diferentes forem as impedâncias, maior será a reflexão. As ondas ultra-sônicas, ao passarem de um meio para outro (meio diferente do que ele estiver passando), poderão ocasionar reflexão, refração, absorção, ocorrendo cada um desses atenuadores em diferentes graus, dependendo das impedâncias e índices de absorção de cada meio.


Efeitos do Ultra-Som
- Térmico
Este efeito é decorrente da absorção das ondas ultra-sônicas pelo tecido e sua transformação em calor. Este fator decorre também da vibração celular e de suas partículas, provocando atrito entre si, produzindo o efeito térmico. O ultra-som de feixe contínuo produz maior quantidade de calor. Feixe ultra-sônico (vibração molecular ==> fricção ==> Atrito de partículas -->, calor).

A produção de calor é maior nas áreas limítrofes músculo/osso, devido à reflexão das ondas ultra-sônicas, das ondas estacionárias (refletem e sobrepõem-se) e da formação das ondas transversais (movimentos de partículas perpendiculares ao feixe: osso).


- Atérmico
Produz ações fisiológicas não decorrentes da ação térmica


- Hiperemia – Vasodilatação
Resulta da ação do US sobre os plexos terminais nervosos, que, ao serem estimulados, produzem vasodilatação reflexa dos capilares e arteríolas. Concomitante a isso acontece o aumento do metabolismo e do fluxo sangüíneo, produzindo também hiperemia. Produz estimulação nervosa aferente, provocando depressão pós-excitatória da atividade do sistema nervoso ortossimpático, produzindo relaxamento muscular e vasodilatação.

O ultra-som produz aumento da permeabilidade da membrana celular ao cálcio, que devido ao aumento intracelular rompe o mastócito (degranulação mastocitária) liberando histamina - vasodilatação. Os movimentos peristálticos, dos vasos, aumentam em dez vezes ao serem estimulados pelo ultra-som.

- Ação antiinflamatória
Auxiliada pela aceleração da reabsorção de edema e pela defesa.


- Melhora do retorno venoso e linfático
O aumento da permeabilidade celular, aumento da circulação e a micromassagem produzida pelo ultra-som, influenciam e auxiliam o retorno venoso e linfático, favorecendo a reabsorção de edemas e de irritantes tissulares (menor efeito nociceptivo). Reduz o tempo da fase inflamatória, acelerando a fase proliferativa.


- Mecânico
As ondas ultra-sônicas, ao penetrarem nos tecidos, provocam uma vibração celular (micromassagem), produzindo o aumento da permeabilidade de sua membrana, acelerando assim, a velocidade de difusão iônica através dela.

As correntes acústicas provocam o aumento da permeabilidade da membrana celular, ativando o segundo mensageiro, aumentando a síntese de proteína e o aumento da secreção dos mastócitos. Altera os movimentos dos fibroblastos e aumenta absorção de cálcio. Os fatores de crescimento dos macrófagos são aumentados, contribuindo com a aceleração do processo de reparo. Acelera os processos osmóticos, regulando os desequilíbrios em nível celular, nos casos de lesões ou enfermidades.


- Químico
O ultra-som atua como catalisador, acelerando as reações químicas, e aumentando a condutibilidade das reações. Produz pH alcalino pelo aumento da circulação e das trocas.


- Ação tixotrópica ou coloidoquímica
Transforma colóide gelem sol o que aumenta a elasticidade dos tecidos que carecem de água, favorecendo a hidratação tecidual.


- Fibrinolítico
Fator decorrente da ação tixotrópica ou coloidoquímica que transforma colóide gel em sol, hidratando os tecidos, favorecendo a extensibilidade dos tecidos conjuntivos (colágeno), pelo aumento da viscoelasticidade. Decorre também da ação térmica e pela micro massagem (vibração).


- Regenerador
Ativa a formação de novos capilares (angiogênese) e o aumento da síntese de colágeno pelos fibroblastos expostos ao ultrasom.Nafase proliferativa e de remodelação, o ultra-som auxilia na reorganização (arranjo e alinhamento) do colágeno,o que se deve ao efeito piezoelétrico.

Os movimentos do transdutor, no sentido das fibras, aceleram esta orientação. Aumenta o metabolismo celular e o transporte de íons cálcio.


- Analgésico
Decorre da diminuição da excitabilidade das fibras nervosas aferentes sensitivas, através do aumento do seu limiar de despolarização, provocando diminuição dos estímulos dolorosos e agindo sobre a membrana plasmática do neurônio, diminuindo a atividade da bomba de sódio e potássio.

A analgesia também é produzida pelo aumento da defesa, pelo relaxamento muscular (menor atividade ortossimpática), pela melhora da circulação, pela regeneração tecidual.

As ações térmicas e da micromassagem produzem ações analgésicas. Um fator importante na ação analgésica do ultra-som é a reabsorção de edema, acelerando desta forma a drenagem de subprodutos (irritantes) algesiógenos como as prostaglandinas. A normalização do pH local tem influência direta na analgesia.


- Relaxante
A diminuição do tonos muscular decorre da micromassagem, do efeito térmico (calor) e da diminuição da atividade do sistema nervoso ortossimpático, que provocam relaxamento.


- Paravertebral reflexo
Em nível paravertebral segmentar, estimula os dermátomos. No caso, o que interessa é o estímulo mecânico, que é conseguido com potência baixa ou ondas ultrasônicas pulsadas. A estimulação PVR produz reflexamente aumento da circulação segmentária.


- Efeito antiacidótico
Decorre da estimulação da circulação dos fluidos tissulares, fazendo com que o pH local torne-se menos ácido. Diminui as isquemias (angiogênese), o que aumenta a circulação local e a reabsorção do ácido lático.


- Angiogênese
Favorece o desenvolvimento de novos capilares, através da ativação de células endoteliais.


- Correntes acústicas
As microcorrentes acústicas ou correntezas acústicas, formadas pela circulação de fluidos (próximas às células), influenciam na mudança da permeabilidade celular pela alteração osmótica, aumentando as trocas metabólicas pela ativação do cálcio, podendo também ativar a formação de colágeno e secreção de agentes cicatrizantes.

O cálcio extracelular é considerado como um catalisador químico nas alterações da permeabilidade da membrana celular, servindo como segundo mensageiro, que informa o processo metabólico sobre as mudanças no local, de maneira que as respostas regeneradoras ocorram.


Tempo de Aplicação
Como regra geral, o tempo de tratamento com ultra-som é de 5 minutos por área, sendo que, em áreas corporais grandes, a região será dividida pela área de radiação efetiva do transdutor, que é informada na ficha técnica do transdutor do próprio equipamento.


Métodos
O ultra-som pode ser aplicado de vários métodos:

- Método de deslizamento: É usado em áreas planas, sem acidentes ósseos e que suportem a pressão do transdutor. A pele deverá estar íntegra, pois o transdutor fica em contato direto da pele e com leve pressão sobre ela.

- Método subaquático: É usado nos em que o paciente refira-se à dor à pressão do transdutor, em áreas irregulares, lesões de pele ou em local de difícil acesso como extremidades.

- Método do balão: É usado em áreas irregulares, com acidentes ósseos, ou que não suportem a pressão direita do transdutor.

- Método do refletor: Tratamento de epicondilite que possua áreas adjacentes altamente sensíveis.

- Método paravertebral reflexo: Usado para estimular reflexamente áreas que não possam ser estimuladas diretamente.


Campos Acústicos
São dois os campos acústicos:

- Campo próximo ou zona de Fresnel: Caracteriza-se por ser a de maior interferência. É a região próxima ao transdutor onde acontecem picos e depressões do feixe.

- Campo distante ou zona de Fraunhofer: Caracteriza-se pela menor interferência. É a região alem do campo próximo, onde o feixe é mais uniforme e colimado.
Terapia Combinada

É a aplicação simultânea do ultra-som com 0,5 W/cm2 (cátodo) pólo negativo, combinado com uma corrente de baixa freqüência ou de média freqüência.

Com a terapia combinada busca-se produzir um efeito diferente dos conseguidos com a técnica individual do ultra-som, interreferencial e diadinâmicas. Através da terapia combinada, consegue-se também localizar pontos de aplicação com intensidade baixa, o que não seria possível individualmente com a estimulação elétrica em separado.

A terapia adequada para diagnóstico, quando a fase não for aguda e existir dificuldade de encontrar o ponto de aplicação. O ultra-som complementa o efeito da eletroterapia, reduzindo a adaptação do tecido ante o estímulo elétrico, não sendo necessário elevar a intensidade, evitando assim, sensações desagradáveis devido a intensidades altas.


Indicações
* Acidose tissular (reumatismo muscular);
* Artralgias;
* Artrose;
* Anquilose;
* Bursite (fase crônica);
* Braquialgia;
* Ciatalgia;
* Contusão;
* Cervicalgia;
* Contratura de Dupuytren;
* Contraturas;
* Dorsalgia;
* Distensão;
* Deficiência circulatória leve;
* Edema;
* Entorse;
* Epicondilite (fase crônica);
* Esporão de calcâneo;
* Fibrose;
* Fibromialgia;
* Lombalgia;
* Lipodistrofia gelóide;
* Mialgia;
* Neuralgia;
* Neuroma de coto doloroso;
* Raynaud;
* Sudeck (fases I e III);
* Tendinites;
* Úlceras varicosas.



Contra-Indicações
* Baço;
* Cérebro;
* Dermatomiosite;
* Diabete;
* Endoprótese;
* Epifíse óssea em cresicmento;
* Fígado;
* Flebite;
* Gânglio cervical superior;
* Gânglio estrelado;
* Infecção renal/urinária;
* Lupus eritematoso sistêmico;
* Miosite ossificante;
* Órgãos reprodutores;
* Osteoporose;
* Paralisias;
* Processo inflamatório agudo;
* Região pré-ordial;
* Sobre a coluna;
* Tuberculose;
* Tumores;
* Varizes.



Conclusão
O ultra-som é onda sonora e portanto, mecânica do campo gravitacional. Elétrico é, apenas, o equipamento gerador das ondas. A freqüência empregada em terapia vai de 0,8 a 1.0 MHz. Como a velocidade do som em tecidos biológicos é cerca de 1,5 x 103m 6-1, o comprimento de onda é cerca de 1,5 x 10-3 metros (0,15 cm). O mecanismo íntimo de ação do ultra-som é a vibração de estruturas através do impacto mecânico das ondas de som. Os choques geram calor, e a elevação da temperatura tissular é o agente terapêutico.

A intensidade do ultra-som é determinada pela potência do gerador e pela área da cabeça emissora, dividindo a potência pela área. A queda do nível de energia depende e muito, do meio condutor, no ar, cai rapidamente. Por esse motivo, para transmitir suficiente potência para os tecidos biológicos, e necessário colocar as partes em água, ou usar um lubrificante pastoso como vaselina ou óleo mineral.

Finalmente, o ultra-som é um instrumento muito auxiliar para um profissional da área de saúde e pode ser um fator essencial a um tratamento fisioterápico, porém, tendo que ser conhecido para ser utilizado. Pois procedido desta forma e também, conhecendo os seus efeitos e as suas conseqüências de melhora podem vir a ser um importante e esclarecedor passo em uma reabilitação ou tratamento.


Referências Bibliográficas:
MACHADO, Dr. Clauton M. Eletrotermoterapia Prática. Editora Pancast. Sã Paulo, 2002.

ROBINSON, A. J. & SNYDER, L. Eletrofisiologia Clínica. Editora Artmed. Porto Alegre, 2001.

THOMSON, Ann; SKINNER, Alison; PIERCY, Joan. Fisioterapia de Tidy. Editora Santos. São Paulo, 1994.


Obs.:
- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de seus autores.
- Publicado em 03/12/03

Deixando de focar em problemas e buscando soluções

Quem não passa por problemas e dificuldades na vida? Quem já não teve a experiência de passar algumas noites de insônia pensando nas contas para pagar? Quantas pessoas passam por esse tipo de problemas todos os dias? É fato que os problemas e dificuldades que todos enfrentam no decorrer da vida fazem parte da existência e acabam por trazer aprendizado e maturidade.

No entanto, quando a concentração é maior no problema em si do que na solução dele é preciso mudar o foco. De nada adianta martirizar-se por alguma dificuldade e perder noites e mais noites de sono. Na hora do contratempo, é preciso contar com muita energia e criatividade e encontrar soluções para resolvê-lo. Concentrar-se na solução e não na dificuldade é, na maioria das vezes, um exercício de autodomínio.

Os problemas justamente acontecem na vida para que todos possam criar a habilidade de resolvê-los. E só obterão sucesso os que entenderem isso.

Focando em soluções
Ayrton Senna, um grande piloto brasileiro de Fórmula I, conhecido por suas vitórias em corridas embaixo de chuva, confidenciou certa vez que quando pequeno, estava na liderança de uma corrida de kart quando começou a chover. Senna foi perdendo posições aos poucos para outros corredores, até que saiu da corrida. A chuva o atrapalhara. Ele poderia ter terminado sua carreira ali, por se convencer de que não poderia ser um grande piloto se não tivesse a habilidade de correr sob a chuva. Isso era um grande problema.

No entanto, com foco na solução, Senna passou a treinar por horas e horas embaixo da chuva até que alcançou a perfeição sobre as pistas molhadas, ganhando várias competições sob chuva forte e passou inclusive a ser conhecido como o rei da chuva. Um bom exemplo!

Dedicação é um treinamento com ação.

Talvez seja necessário empenhar algumas horas na solução de algum contratempo, talvez seja necessário até mesmo um treinamento, porém, será um tempo usado sabiamente. Com o foco no objetivo correto. Com certeza, as horas usadas para buscar uma solução serão muito mais recompensadoras do que aquelas que foram despendidas em noites mal dormidas ou na cura de dores relacionadas ao estresse de tanto focar no objeto errado.

Foco na solução e ação.

Mahatma Gandhi já ensinava: “Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados.”

Usar o tempo com sabedoria, tendo foco no objetivo correto e agir, são os caminhos que levarão à composição das habilidades necessárias para superar os desafios que a vida impõe.
 




Renata Finholdt

Renata Finholdt é formada na área de Recursos Humanos com enfâse em treinamentos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

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